Desconfio do doce e bondoso ar temporário ao qual me é prometido como alívio de todos os conflitos internos. Ao mais doce amor que tenho recebido, minha desconfiança transforma em falsa moléstia. Agarro motivos pelos quais me fazem amar tanto quanto odiar. Momentos de alegria desvairada e tristeza repentina, felicidade instantânea e amargura aprisionada. A peleja de um dia aventurado é como uma distração do real, com a dose de pessimismo diário, desce como um conhaque barato rasgando-me o peito para que quando chegue ao lar sinta vontade de voltar. Como prever quando vou amar enlouquecida ou azedar de raiva por motivos iguais ?
Não sei o que faço de você, nem de mim. Seja eu o primeiro e último suspiro de uma vida.
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