17 de agosto de 2010

Azedo

Desconfio do doce e bondoso ar temporário ao qual me é prometido como alívio de todos os conflitos internos. Ao mais doce amor que tenho recebido, minha desconfiança transforma em falsa moléstia. Agarro motivos pelos quais me fazem amar tanto quanto odiar. Momentos de alegria desvairada e tristeza repentina, felicidade instantânea e amargura aprisionada. A peleja de um dia aventurado é como uma distração do real, com a dose de pessimismo diário, desce como um conhaque barato rasgando-me o peito para que quando chegue ao lar sinta vontade de voltar. Como prever quando vou amar enlouquecida ou azedar de raiva por motivos iguais ? 

                          Não sei o que faço de você, nem de mim. Seja eu o primeiro e último suspiro de uma vida.


                                                     SEM FOTO

2 de agosto de 2010

Pensando bem...

Não deve ser dificil ser normal como você. Deve fazer algum sentido viver sem vida nessa bola gigantesca maltratada por gente como você todos os dias. Também é fácil te julgar quando não espero nada além de tempo e desse coração frágil seu. De tanta amargura resolvo escrever alguns pensamentos que me fazem frágil aos seus olhos, mas eu não me importo, isso me faz igual a você. Um dia percebi que minha mente pode ter algum descanço do óbvio, cansaço do normal, ou o que quiser pensar. E prefiro que seja assim. A cada dia que passa os dias ficam menos prazerosos. Batidas rápidas, gritos de ódio, suor, melodia incompreendida, nada disso me faz levantar que não seja para mostrar-me bem. A espera do dia em que os sonhos serão realidade ainda dói como um espinho por sobre minha epiderme... Sonho todos os dias, mas não vivo por fim.
                                                             
                                                                     Consigo te ver daqui...
                                                              Me faça companhia mais vezes....